Sou mãe…de duas!

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5 de abril de 2016 por trupematerna

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Minha vida mudou no dia 12 de abril de 2008. Não foi o dia que me tornei mãe, mas sim o que me tornei esposa do Anderson. Sim, porque foi quando tudo teve início realmente e meu sonho de ser mãe começou a se realizar. Eu não poderia falar das minhas filhas sem falar dele, do meu marido e pai delas, e agradecê-lo por sonhar e realizar este sonho lindo comigo. Obrigada, meu amor! Foi ele que me permitiu realizar alguns dos maiores sonhos da minha vida, de ter uma família e ser mãe da Júlia e da Isabela.

Quando casamos decidimos que teríamos filhos logo, então nossa primogênita nasceu exatamente nove meses e um dia depois do nosso casamento (eu não casei grávida, mas engravidei na lua de mel). A Júlia chegou em uma terça-feira de verão, no dia 13 de janeiro de 2009, às 7h23 da manhã. Ela tinha 3,190 kg e 49 centímetros e meu amor por ela era maior do que a imensidão do universo. Eu nunca imaginei que amaria alguém assim, simplesmente não sabia quem era ela (apesar de ter ficado dentro de mim por 40 semanas e meia, e ter visto tudo dela – do cérebro ao dedão do pé), e a amava com toda minha força.

A Júlia nasceu de parto normal, e eu, no alto dos meus 24 anos, 11 meses e 14 dias, não sabia o que me esperava. A gravidez correu bem, eu me sentia disposta, engordei poucos quilos (aproximadamente sete), fazia exercícios (fiz hidroginástica do terceiro até o oitavo mês), trabalhei normalmente, dirigia, dormia e comia. Só tive enjoos nos primeiros meses (que eram horríveis, foi quando emagreci bastante), mas tudo normalizou a partir do quarto mês, e não consegui dormi apenas na noite que entrei em trabalho de parto (12 de janeiro).

Mas como tive parto normal, me achei a rainha da cocada. Foi tudo muito rápido, fiquei uns 20 minutos na sala de parto, e ela nasceu após meia dúzia de “forças”. O problema maior foi depois, eu achava que podia tudo! Na verdade podia quase tudo, comi, conversei e tudo mais depois do parto, mas não fiz o repouso adequado e desmaiei o que me causou uma dor de cabeça insuportável, a ponto de me levar de volta ao hospital dois dias após a alta.

Mas entre a descida do leite e a ajuda das pessoas que eu realmente queria por perto, tudo começou a dar certo. E eu fui aprendendo a ser mãe (afinal não nasci sabendo, a Júlia é que precisou nascer para eu aprender).

Hoje a Júlia tem 7 anos e está alfabetizada. Parece que foi ontem e eu só percebi que ela cresceu quando a Isabela nasceu. Na minha primeira noite em casa, após o nascimento da nossa segunda filha, eu fui até o quarto da Júlia e a vi dormir. Chorei demais, por achar que não havia curtido ela o suficiente. Só entendi um pouco melhor, muito tempo depois, que na verdade nunca vamos estar 100% satisfeitas com o nosso desempenho como mães.

Mas aí entra a segunda parte da história, a Isabela, que nasceu no dia 30 de outubro de 2012. Foi o dia mais quente do ano até aquela data, e olha que era primavera, e ela veio para deixar nossa vida mais cheia de calor mesmo.

Ela nasceu às 5h05 da madrugada, com 3,550 kg e 48 centímetros, também de parto normal. E mesmo sendo a segunda filha eu não consegui ter certeza que estava em trabalho de parto (na primeira não sabia mesmo), pois estava com 38 semanas. Mas a menina não esperou nem o pediatra chegar para o parto, mas felizmente deu tudo certo e ela também nasceu saudável.

Com a segunda gestação, parto e filha aprendi, fiz repouso, impus limites e aproveitei a cria. Fiz mais e melhor sendo mãe de duas. Claro que não sou uma mãe perfeita (nem a minha mãe é…né Jeje?!) e por isso agradeço muito ao meu marido (e comecei o texto falando dele), porque ele me ajuda a ser uma mãe melhor a cada dia, nós aprendemos juntos!

E agora chega! Se não aprendi a ser mãe ainda vou ter que aprender com as duas que já tenho, porque fechei a fábrica!

Natalia Yahn, filha, casada com o Anderson, mãe da Júlia de 7 anos e da Isabela de 3 anos, jornalista e agora oficialmente blogueira. (Foto: Raphael Cavaleiro)

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4 pensamentos sobre “Sou mãe…de duas!

  1. Jerusa disse:

    Lindo filha, você é uma mãe maravilhosa. E eu aprendo com você e seu irmao todos os dias a ser uma mãe melhor e uma vovó babona.

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  2. Lorena zanelato disse:

    Olá! Natália q história linda amei! Bjs…

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  3. Ane Bergonzi disse:

    Ahhhhh que legal.. Que linda a sua história. Fico feliz de ver pessoas tão completas perto de mim. Dá a certeza que tudo é de verdade, que tudo é possível… Que somos sim felizes! Sou uma grande admiradora do Anderson, um amigo leal, grande profissional e merece esse amor. PARABÉNS pela família abençoada. BJS.

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  4. Mériele Oliveira disse:

    Finalmente consegui ler o texto, Natalia! E que sensação maravilhosa ao fazê-lo.
    A gente sempre acha que nunca faz o suficiente pelos filhos, sempre tem um sentimento de culpa por não ter curtido mais cada uma das fases pelas quais eles passam, e chora e sofre e pensa muito nisso.
    Tenho certeza de que você é uma ótima mãe e principalmente, que a maternidade é, como tudo mais na vida, um eterno aprendizado, pois não existe manual nem fórmula pronta para isso, é no cotidiano que a gente erra, acerta e aprende, com eles e por eles.

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